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TEMA É FERRAMENTA PARA DESENVOLVER NEGÓCIOS

É só falar em mobilidade urbana que a gestão pública é a primeira a ser lembrada. No imaginário de muita gente, os assuntos relacionados ao trânsito e ao acesso às vias públicas são problemas apenas dos prefeitos ou das secretarias de transportes e infraestrutura. Mas, assim como os prejuízos de uma mobilidade deficiente atinge a todos, a busca pela melhoria dela também precisa passar pelo coletivo. Alguns empresários de segmentos como o comércio e o setor imobiliário já entenderam isso e têm enxergado a mobilidade como ferramenta de desenvolvimento dos negócios.

O vice-presidente de educação e tecnologia da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcos Inneco Corrêa, afirma que não dá para pensar no desenvolvimento do comércio de uma cidade sem pensar em mobilidade. “Comércio e mobilidade têm tudo a ver. A mobilidade é uma das ferramentas mais importantes para trazer, ou não, resultado para o comércio", frisa. Ele afirma que esse é um problema do governo municipal, mas também dos próprios comerciantes e até das empresas transportadoras, responsáveis pelas mercadorias que chegam aos pontos de venda.

“A única maneira de resolver o problema da mobilidade é conversando. Há cerca de sete anos a Prefeitura de Belo Horizonte proibiu o acesso de caminhões na região central da cidade e isso gerou uma confusão. Até que sentamos para conversar, nós do comércio, as empresas de transporte e o poder público e dali saiu um bom plano. Infelizmente depois disso não avançamos, mas não há outro caminho que não seja o diálogo", reforça.

Ele afirma que os próprios empresários podem gerir seus negócios sob a perspectiva da mobilidade. Alguns exemplos são cuidar dos acessos aos seus estabelecimentos, assim como viabilizar serviços de entrega ou retirada rápida de produtos, que diminuam a circulação de veículos das ruas. "O transporte de mercadoria também é muito importante para a mobilidade. O comerciante pode fazer carga e descarga em horário alternativo ou com uma logística de distribuição inteligente. Se todos os bares e restaurantes de uma mesma região vão receber o caminhão da Coca-Cola, por exemplo, por que não definir um trajeto único?", sugere.

Drogaria - Com 205 lojas em Minas Gerais, a rede mineira de drogarias Araujo lançou, há poucos meses, uma nova modalidade de compra que promete ajudar na mobilidade. Trata-se do aplicativo Clique e Retire, que permite ao cliente selecionar e pagar pelo produto que quiser, optando pela retirada rápida em drive thru ou em um guarda-volumes nas lojas, que é aberto por meio de senha pessoal.

De acordo com o presidente da rede, Modesto Araujo Neto, a solução dá praticidade às compras nas farmácias, o que pode refletir no trânsito, uma vez que o cliente que vai de carro não precisa ficar dando voltas em busca de vaga e nem travando por muito tempo as vagas de estacionamento que as próprias farmácias têm.

"Com o aplicativo, o cliente não precisa entrar loja, procurar o produto e esperar na fila: ele compra antes pelo aplicativo e depois só passa na loja para pegar o produto e ir embora", afirma. No modelo de drive thru o cliente chega de carro à unidade por um caminho específico para esse serviço e faz a retirada rápida do produto já comprado. O cliente que optar pela retirada na loja em guarda-volume receberá uma senha no ato da compra. Essa senha deverá ser digitada no armário do guarda-volumes para que a porta se abra e o cliente retire o produto que foi depositado ali.

Entrega - Já a Logpyx, startup mineira que oferece um sistema para gestão de pátios, é um exemplo de negócio que ajuda a melhorar a mobilidade em um estágio anterior ao comércio: a entrega de mercadorias. O fundador e CEO da Logpyx, Eros Viggiano, explica que entregar uma carga para ser transportada não é um processo simples: antes de chegar ao caminhão ela passa por várias etapas no centro de distribuição. Se esse processo não for bem gerido ele pode causar problemas para o trânsito da região onde está o pátio da transportadora.

"Certa vez fui visitar um cliente que estava com a balança quebrada e ele teve um grande problema no embarque e desembarque, a ponto de gerar congestionamento na rodovia. Então enxergamos que havia uma demanda no mercado e criamos o Revolog, que tem o objetivo de otimizar os fluxos logísticos no pátio, tornando mais simples a gestão da movimentação dos veículos", explica.

De acordo com Viggiano, os veículos que vão circular no pátio recebem dispositivos com RFID, que é a abreviação do termo em inglês: Radio Frequency Identification (Identificação por Rádio Frequência), de forma que seja possível a identificação da localizaçao deles, como um "GPS local". "Quando um veiculo se aproxima de uma balança, por exemplo, ela é acionada para fazer a pesagem. Quando ele chega perto de um portão, o sistema avalia se era para aquele veículo estar ali e, se sim, abre a cancela", exemplifica.

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